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Economia e decisão

A nova desigualdade não será entre quem tem IA e quem não tem; será entre quem sabe usá-la e quem só comprou software

A inteligência artificial está a ser apresentada como grande promessa de produtividade. Mas, para boa parte das empresas, o divisor de águas não será simplesmente ter ou não ter acesso a modelos, ferramentas e automações. A diferença real estará entre organizações capazes de transformar IA em disciplina operacional e empresas que apenas compraram mais um software para colocar sobre processos frágeis.

Por Lucas Atanazio Vetorasso · 2026-09-16 · Fonte ATNZO · Press kit

A inteligência artificial está a ser apresentada como grande promessa de produtividade. Mas, para boa parte das empresas, o divisor de águas não será simplesmente ter ou não ter acesso a modelos, ferramentas e automações. A diferença real estará entre organizações capazes de transformar IA em disciplina operacional e empresas que apenas compraram mais um software para colocar sobre processos frágeis.

Para Lucas Atanazio Vetorasso, O Maestro, a discussão sobre IA precisa sair da vitrine tecnológica e entrar na vida real das empresas. “A nova desigualdade não será só tecnológica. Será uma desigualdade de método. Quem sabe perguntar, organizar e executar vai multiplicar capacidade.

Quem não sabe, vai apenas acelerar desperdício”, afirma. Essa leitura toca um ponto sensível para PME, negócios familiares, redes em expansão, comércio local e empresas de serviços. Muitas dessas organizações não têm falta de esforço. Têm falta de arquitectura: informação dispersa, equipa sem cadência, processos não documentados, dados pouco fiáveis e decisões dependentes da memória do fundador.

Quando a IA entra nesse ambiente, ela pode ajudar, mas também pode criar uma falsa sensação de sofisticação. O relatório fica mais bonito, a resposta sai mais rápida, o dashboard parece moderno. Mas se a decisão continua mal desenhada, o ganho é superficial.

Atanazio compara o fenómeno a uma orquestra: “O problema de muitas empresas não é falta de instrumento. É cada pessoa tocar uma música diferente. A IA pode aumentar o volume, mas não cria a partitura sozinha.” A consequência social é relevante.

Se a produtividade se concentrar nas empresas que já têm capital, dados e consultoria, a diferença entre grandes grupos e pequenos negócios pode aumentar. A tecnologia que prometia democratizar eficiência pode, na prática, ampliar a distância entre quem sabe transformar conhecimento em sistema e quem apenas reage ao mercado.

O caminho passa por formação prática, processos simples, cultura de medição e liderança capaz de traduzir tecnologia em rotina. Antes de perguntar qual IA comprar, a empresa deveria responder: que decisão repetida queremos melhorar? Que dado alimenta essa decisão? Quem valida? Quem executa? Como corrigimos quando falha? A promessa da IA continua forte.

Mas ela não dispensa o básico. E, na economia real, o básico é muitas vezes o que separa crescimento de sobrevivência. Lucas Atanazio Vetorasso, conhecido como O Maestro, é empresário, escritor e fundador da ATNZO. Criador de mais de 100 franchisings e associado a mais de 3.200 franquias ao longo da sua trajectória, desenvolveu uma abordagem que liga replicabilidade, sucessão, inteligência artificial operacional, comportamento humano, negociação, território e arquitectura empresarial.

Portugal é tratado pela ATNZO como plataforma estratégica para Europa, África e mercados de língua portuguesa. Chamada editorial: Disponível para comentário, entrevista curta ou artigo sobre IA, produtividade, PME e desigualdade de execução.

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